Beach Cross Jardim de Alah e fim da #Base2015

Olá, meus amigos: chegou a hora de escrever novamente. Uma pena não ter escrito em Janeiro, mas quero escrever apenas em provas ou em volume mensal caso elas não ocorram. O grande problema foi o adiamento de uma prova de 5,5k na areia fofa de uma popular praia de Salvador em uma semana, levando-a de 25 de Janeiro a 1º de Fevereiro e deixando esse vácuo aqui no blog. Saibam que não o abandonei, só prefiro as coisas de maneira mais organizada para ter o que falar sempre e levar histórias motivadoras a vocês. 

CORRIDA SAGRADA

Chegada na tradicional Igreja do Sr do Bonfim.
O mês já teve uma outra prova de peso no calendário; a Corrida Sagrada (15/01), que abre os eventos locais com atletas fortes devido a premiação em dinheiro e conduz um verdadeiro passeio pelo cortejo da Lavagem do Bonfim um momento de bastante identificação cultural pelos baianos. Não fiz a prova inscrito, fui ao lado de Marizinha para manter um ritmo mais forte para ela e confortável para mim... na minha opinião, para fins competitivos, essa prova ocorre num momento nada oportuno do ano. A prova foi o mais do mesmo dos atletas bons daqui levando as faixas e o pelotão geral, assim como também os tempos excelentes apesar dos quilos a mais de fim de ano que TODOS ganham. Quem não, comente logo após o texto para eu  me retratar (risos). A Onda Verde garantiu lugares legais nos pódios por faixa etária, não privilegiados inteiramente nessa prova que só premia os primeiros delas... apesar disso, o mimo de ser reconhecido ao menos no papel importa bastante, ainda mais nas provas duras bancadas pela Federação Baiana de Atletismo.

#BASE2015

Treino de areia aos pés do Farol da Barra.
Nosso período de base começou dois meses antes em relação ao ano passado. A tentativa de corrigir erros posturais e fortalecer alunos desde cedo fez com que o coach pegasse o fim de novembro e dezembro para começar o trabalho que de 2013 para 2014 começamos em Janeiro. Semanas alternadas entre trabalho de ladeiras (popular hillwork), areia fofa (e também dunas) e musculação marcaram esse período. Pernas mais grossas, pace mais lento e maior consciência proprioceptiva são os resultados desse trabalho geral. As metas específicas começam a ser trabalhadas agora entre Fevereiro e Março, dando início aos resultados que conseguiremos nas Maratonas e Meias que virão. As provas-alvo estão delimitadas e mais em cima da hora falarei delas com vocês. Estamos bastante otimistas por não termos faltado treino algum dessa base, sempre de alguma maneira compensando saudavelmente a falta do treino em equipe com um treino individual um pouco fora da zona de conforto, como fizemos na virada de ano e em alguns dias onde o dever chamou e não pudemos fazer parte dos eventos coordenados pelos treinadores João Paulo e Rafael Peralva. Todos esses leitores estão convidados para um treino experimental da assessoria. O espírito de união e respeito faz com que os diversos paces que integram a equipe se sintam valorizados igualmente e jamais pensem que o fato de ver tantos podistas faz com que sejamos uma equipe apenas de performance, não tendo lugar para o atleta iniciante que todos um dia foram e muitos ainda são.

BEACH CROSS JARDIM DE ALAH

Foto: Alberto Rezak
Nesse Domingo (01/02) houve uma prova peculiar no calendário local: a Beach Cross, onde fazemos 5k de areia fofa (das mais fofas da cidade) e cerca de 500m em inclinação em grama. Nada melhor que usar essa prova para motivar três meses e uma rodagem de quase 100k em areia que fizemos. As expectativas de resultados eram mínimas uma vez que os parâmetros de performance eram poucos, devido a só termos esse evento e os treinos em terreno do tipo; o que vale mesmo é fazer uma prova em estilo diferente e reencontrar os amigos atletas já perto da forma física ideal e em meio aos ciclos de treinamento de suas provas alvo ou também em fim do período de base, haja vista que vai chover corrida agora em Salvador e nos outros estados após o carnaval.

Esse pódio foi muito suado.
O sofrimento foi grande. Muita gente inscrita na prova pelo simples desejo de matar a vontade de correr e sem a mínima noção do quão difícil o terreno era, em trechos onde toda a musculatura da perna é explorada e somos levados ao limite. Para mim, manter o ritmo abaixo dos quase confortáveis 8'50''/km dos treinos de Segunda foi o maior desafio... se fizesse a mesma coisa que os treinos, não faria jus ao dito: prova é prova e treino é treino. Seguindo uma nova filosofia alimentar, já me encontro mais leve para peripécias progressivas nessas provas e o trabalho de base vem me fortalecendo adequadamente para encarar empreitadas do tipo, deixando como os problemas que estive menos preparado para enfrentar a "fofura" demasiada do terreno e o sol forte das largadas sempre atrasadas da Federação. 
Chegada em ritmo de pista. Foto em @runnerhostil
A chegada foi brutal, a cerca de 20kph, mostrando que sempre há forças quando a gente quer vencer. A hidratação da prova bem posicionada, como em muita prova fora daqui; não adianta querer hidratação a cada 1k que ela nunca vai existir, não é mesmo? (risos) A cereja do bolo: o terceiro lugar na faixa etária e mais quatro atletas nossos no pódio para mostrar que treino e disciplina, se tratando de devoção a saúde e forma física, nos premia de formas diversas e inesperadas, nos causando alegrias ímpares como o pódio de meu amigo de profissão há longas datas e ex obeso Marcos Vinícius, na faixa etária considerada uma das mais difíceis do pelotão masculino a 3034 anos.
Última ultrapassagem.

INDIGNAÇÃO

Vergonha grande foi ver uma quantidade grande de atletas conhecidos usando os trechos da prova em grama e areia dura para ganhar uma pequena vantagem sobre outros, se vingar dos que mais a frente faziam o mesmo ou até mesmo diminuir o sofrimento oriundo da falta de preparação para o terreno e compreensível falta de ritmo de competição de início de ano. Tive que gritar com um que quase me ultrapassava nessas condições e também chamar a atenção de corredores que dividem espaço de treino com nossa equipe para o fato. Vergonhoso o brasileiro ainda dar desculpas do tipo "ele faz, irei fazer também porque não sou p..." Nos sujamos por muito pouco nesse lugar e a vontade de se desgarrar do rebanho que se corrompe por tão pouco é muito menor que a de ver esse país limpo das corrupções e crimes de todas as naturezas. Uma pena!

Comentários

  1. Fim de base. Agora é que o bicho vai pegar! O bom é que estamos mais fortes para "correr" atrás de nossos objetivos.
    Parabéns pela prova e pelo texto!

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