Corrida Mundial Wings for Life parte 2 - #semigual

Entrega de kits no Sábado.
A entrega de kits foi bem básica. Os kits no mundo diferiam apenas por parcerias locais da Red Bull como países que ganharam duas camisas, alguns suplementos, bandana de outra cor e etc... A pulseira de ritmo esse ano não funcionou como ano passado onde fazíamos o check-in por baias, mas como as fitas de isolamento só foram rompidas segundos antes da largada, pouco o trânsito de corredores mal colocados a frente nos atrapalhou.
Nos cansativos 10k iniciais ao redor do Pq Sarah Kubitschek
Foto por Foco Radical

Marizinha também no bolo inicial
Foto por Foco Radical

Já no km11, SHN, onde o número de corredores já era menor.
Os kms iniciais foram marcados por inúmeros cotovelos e bastante verde. A campeã do ano passado e eu batemos papos bacanas sobre essa prova nas redes sociais. Os campeões ganham tudo para correr a edição seguinte na cidade que quiserem e ela escolheu uma cidade na Croácia. Ela me contou que os primeiros 10k teriam falsos-planos e que se economizássemos energia, pegaríamos as decidas do 10-25 para fazer um progressivo legal e ganharmos os segundos perdidos na monotonia do Parque Sarah Kubitschek no começo. Dito e certo e no retão ladeira abaixo da Esplanada dos Ministérios, tirei mais que 1’ dos primeiros 10k e rodava firmemente para a melhor média de ritmo de minha vida.
Km14 na altura da Catedral da Nossa Senhora Aparecida.
Foto por Foco Radical

Km25, já sem muita força, mas com bastante alegria.
Foto por Olho no Atleta.
João, nosso atleta mais experiente, queria garantir uma Ultra-Maratona no seu novo ano no esporte. A expectativa era de 50k e ele fez o planejado, enchendo todos de orgulho. Entrei para 25k, o que pedia 5’ de pace. Rodei para 4’50’’ a prova quase toda. Ao passar dos 21km a 1h43 de prova já sabia que a meta seria batida; estava apenas curioso para saber até onde o cansaço me permitiria correr tão como poucas vezes fiz na vida. Talvez, se entrasse para fazer 30k (4’53”), teria feito força até o final, levado mais uma reposição de carboidratos e bebido Red Bull no posto de hidratação. Ou quebrasse por correr obrigatoriamente no ritmo citado e não por bel vontade como fiz. Como as coisas deram certo, não quero muito lamentar. A vantagem desse tipo de prova é ver toda a cidade e seus pontos turísticos pelo percurso. Faltou vermos a Ponte JK, mas o Lago Paranoá, a Esplanada dos Ministérios e Estádio Manoel Garrincha contemplaram a corrida de quem rodou até 30km.
Muito "English" para esses últimos 5k passarem. Valeu, Stan.
Foto por Olho no Atleta
Do km 21 aos 26, fui encontrado por um francês, representante da Red Bull que correu a prova também; ele se lembrou de mim do elevador do hotel, já não tínhamos pernas como antes e eu já rodava entre os 5’ e 5’20’’/km, deu para um motivar o outro e checar se ambos tinham condições de rodar lado a lado sem se atrapalhar. Acho legal os organizadores no meio de nós, passando o que passamos e reparando em possíveis erros para a correção no ano seguinte, ainda mais esse que correu a mesma distância que eu, sentindo o desconforto que quem estava preparado para ser pego mais tarde (menos que 10% dos participantes da prova no Brasil) sentiria... Ao ver Cacá Bueno a menos que 500m acelerei, mas um puxão na posterior me segurou e só sobrou vibrar, abraçar os “atropelados” e pausar o Garmin na caminhada de 200m até que ele me pegasse com 26,2k rodados, visivelmente a mais que 17km/h.
Foto por Foco Radical
E Ygão conseguiu uma foto que sempre quis, com os Carros Perseguidores
 ao fundo. Foto por Olho no Atleta.

Foto com o piloto do Catcher Car (Cacá Bueno), marcando presença
nessa prova tão especial.

O ônibus da prova levou bastante tempo para nos buscar, andamos dos 26 aos 30km da prova parabenizando corredores, conversando em inglês sobre a estrutura da prova, minha jornada na corrida e os feitos da Red Bull nessas pesquisas e colhi boas informações sobre a próxima edição (8/5/16), além desejá-lo bastante sorte e parabenizá-lo por essa prova que só não me emociona mais que a lendária maratona e seus 42k de total sintonia entre corpo, mente e treinamentos. Uma curiosidade é que a hidratação da prova e percurso ficam mais duros após o km20, testando apenas os corredores mais rodados. Quem vai para ela para marcas menores não pega muita dureza, encontrando água a cada 3k e um percurso bem menos íngreme. Em Floripa, igualmente, pegamos uma serra de 1,5k de altura no km16 e algumas outras a frente, tornando a prova um deleite para quem foi somente ao km15 dela.
Um brinde com os campeões, ultramaratonistas, meios, inteiros... Todos tem sua vez
 nessa prova. Foto por Silvia Vallim.

Confraternização final com a campeã e a gente fina Morgana que nos cedeu todo
 o suporte possível em sua assessoria. Foto por Silvia Vallim.
Os campeões daqui foram Eduardo Salazar, brasileiro, com 52k rodados a 3'42''/km de pace e simpaticíssima Astride da Áustria (também campeã em Roma ano passado) com 44km a pouco menos que 4'25''/km, batendo a marca de Ana Borba por 7km. No mundo, o mesmo etíope do ano passado, e de novo na Áustria causou uma releitura naquela máxima de que ultra maratonista roda devagar e socou 79.9km a 3’40’’/km, além de me fazer também repensar se há limites para esses africanos hegemônicos no atletismo. Uma japonesa bateu por 1km a norueguesa do ano passado e fez 55km a 4'12''/km de pace. Será que ano que vem alguém bate marcas tão assustadoras para ultra maratonistas? No nosso time, João foi o 6º homem, 214 entre os 101 mil atletas que correram no mundo, 209 entre os homens e Djane a 5ª mulher no Brasil e 167 no ranking mundial. Marca e tanto para quem não vive do esporte.
Os números da maior prova do mundo
Na Europa são cerca de 30 cidades com essa prova de classificação simultânea, onde só vemos nossos adversários nacionais a frente. Pelo lado de cá, ainda sediam a prova Equador, Chile, duas cidades Americanas e o Canadá, ao lado das Cataratas do Niagara, uma das 7 maravilhas do mundo. Devemos ir ao Chile bater os kms corridos desse ano. Lá a prova ocorre pela tarde e tem muitas descidas, além de umas cordilheiras que devem ser magníficas com o por do sol. Aconselho a todos essa prova, acima de tudo pelas doações serem realmente voltadas para os fins citados a todo tempo pela Red Bull: tudo isso por 25US$, que a depender do momento do ano não equivalem os R$70 que pagamos em provas de 5km mixuruca por aí.

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