#MeiadaBahia - Um pouco de tudo

Fala, galera. Nessa de escrever a cada prova, logo em um ano onde estou selecionando bem onde piso, acabo criando um vácuo bem grande entre os textos, mas continuo lendo os blogs de vocês que escrevem assim como acompanhando a evolução de todos (e compartilhando a minha), principalmente no Instagram, onde o acesso é mais fácil e menos pesado pelo celular. Esse fim de semana que passou fizemos a Meia Maratona Internacional Caixa da Bahia, que ficou bem mais bonitinha com o nome de Meia da Bahia mesmo. A prova com esse "Internacional" no nome ganhou tons bem mais técnicos e participantes bem mais "sangue no olho" que nos outros anos, que rodaram a partir de 1h05 para vencer a prova mesmo com poças d'água absurdas no meio do percurso, dois cotovelos onde reduzimos a velocidade para praticamente 0kph e o velho vento sentido sul que já é bem conhecido por quem roda na Orla de Salvador. Eu bati meu tempo novamente, mas o gostinho de que dava para ter me presenteado com um tempo melhor vai continuar, porém com bem menos oportunidades de meias maratonas para o segundo semestre que nesse primeiro onde já matei 3 provas nessa distância.

Estamos em meio ao ciclo de treinos para a Maratona do Rio e estamos curtindo uma redução do volume que nos pegou entre Março e Abril. Com a Meia da Bahia retomaríamos os grandes treinos e passaríamos a fase final de preparação, tendo tudo para cravar um RP nessa prova que ano passado já se mostrou bastante organizada, dando uma certa goleada na organização da outra grande meia maratona da cidade. Esse ano o kit foi bem completo; camiseta com a arte homenageando dois pontos turísticos de nossa cidade, toalha de alta absorção, viseira, uma sacola reutilizável bacana para o dia a dia e grande e um guia do jornal que patrocina a prova com uma matéria de duas páginas sobre uma de nossas melhores atletas que perdeu quase 70kg e renasceu da doença da obesidade e curte os benefícios disso com o esporte. O ponto negativo da entrega dos kits foi a demora para que ela ocorresse, com apenas três stands para atender muitos corredores. Outro diferencial dessa prova é a cobertura forte da mídia, levando a importância da nossa cidade ao cenário nacional já consolidado das provas Caixa. Peguei o kit sexta e dediquei meu Sábado a bastante descanso, coisa que não tenho feito antes de provas há bastante tempo. Na assessoria fomos quase 30 inscritos nas três distâncias da prova, sendo muito mais na distância maior e dar tudo no Domingo foi um pensamento de 99% de nós, visto que esqueci a última vez que o grupo tão unido e empenhado em prol de uma marca em provas como agora. Estamos todos muito bem fisicamente e por poucos ainda terem gordura a queimar, acho que fica essa gana pelas marcas pessoais mesmo como motivador maior. KKKKKKKKKKKKKK

Caçando a Iron Man de Salvador Sandrinha Midlej. Foto por 
Marizinha.

Selfie de minha morena que foi me salvar no km17.
Sem palavras pra essa Peralvete aí. Por: Correndo em Salvador.
Alimentação, alongamento e descanso marcaram o Sábado, mas o frio na barriga veio no Domingo quando a chuva começou a cair logo no aquecimento da prova. Pouco nos atrapalhou, é verdade, mas chuva boa é que cai depois que largamos, isso é quase um consenso geral. A largada prometida para 6h45 elite e 7h demais atletas foi melhor que o planejado, pois nos soltaram antes das 7h um pouco. Nunca mais vira tantos amigos numa prova e a torcida pelo melhor deles se consolidou com os cumprimentos no aquecimento que fizemos. A largada foi a mesma agonia de sempre, com atletas lentos querendo largar a frente dos mais rápidos, mas agora que já corro para os 5'/km, tenho pego menos tráfego ao imprimir o ritmo-alvo logo cedo, menos de 2' driblando pessoas e já vou rumo a estratégia oficial de prova. Esse ano vi muita gente boa nessa prova, assim como tive boas companhias que me puxaram e vice versa durante boa parte do percurso. O vento da ida pouco nos segurou, talvez até devido a amenidade da chuva que caia. O friozinho ajudou bastante, permitindo que desde cedo já fizessemos a força planejada sem perecer ante o calor insuportável que costuma fazer o ano todo em Salvador. A prova contou com uns cotovelos a partir do km 10 para que se compensasse o trecho perdido do caminho rumo ao Farol da Barra, proibido pela prefeitura atual e sindicato de moradores do bairro de receber corridas de rua por razões injustificáveis para não dizer egoístas. Contudo, adorei esses cotovelos pelo fato de fazerem corredores rivais e aliados, se é que podemos separá-los assim, se avistarem ao fazerem essas manobras de retorno para a linha reta maior do percurso e se motivarem ou para fugirem uns dos outros e correrem atrás dos que permitiam sonhar em tirar uma diferença na reta final de pouco mais que 8km.

Fiz um pouco de força demasiada a princípio. A necessidade de rever minha postura na corrida se mostra cada dia mais evidente com tantos amigos rendendo cada vez mais com os ajustes que eu, até dia desse, ignorava. O cansaço nos kms finais, devido ao gasto de energia em vão de um movimento de corrida irregular me faz perder os segundos ganhos até o km10, onde me mantenho concentrado, para "matar" a prova para o que planejo com os treinadores antes dela começar... a força que faço para permanecer nos 1h45 de sempre (3 meias de minhas 8 para esse tempo) daria para rodar 1h30 e poucos se me empenhasse em descobrir o segredo dessa postura eficiente que os mestres Renato Maia e João Paulo dominam tão bem. Mas a busca por tempos melhores está longe de encerrada. Falando dos amigos, eles deram outro show Domingo. Os treinos estão encaixados e quem quis bater seu tempo bateu, assim como quem quis estrear sem arrepedimentos. A expectativa para as meias que restam com condições ainda mais fáceis que essa são as melhores, entretanto, a mente agora se volta 110% para o Rio de Janeiro e a Meia e (Inteira) Maratona no dia 26 de Julho. Após isso, imagino que todos escolham metas mais light que as que traçamos até então. Esse Domingo, o grupo marcou presença forte nos pódios femininos e masculinos, mesmo sem alguns dos representantes que já são pedras cantadas nas suas categorias.
Chegada monstra 1
Chegada monstra 2, por Correndo em Salvador.
O calendário continua ameno, só cedendo espaço mesmo para as provas integrantes de circuitos. Todas as info sobre eles vocês conseguem no site da Federação Baiana de Atletismo e no velho google para se inscrever em provas bacanas e para todos os gostos e bolsos. Não estamos mentindo quando falamos que tem provas todo o fim de semana em Salvador; falta de provas não é desculpa para fazer uma forcinha no Domingo. Até mais, amigos.
Nossos aliados! Só gente fina.
PS: Fotos oficiais também no face por Olho no Atleta e Correndo em Salvador.

21/06 - Circuito Baiano de Corridas - Etapa 2: Corrida Riachuelo (5 e 10k)
02/07 - Circuito AVAB - Etapa 3: Corrida 2 de Julho (5 e 11k)
12/07 - Circuito Baiano de Corridas - Etapa 3: Corrida da Independência da Bahia (5 e 10k)
26/07 - Maratona e Meia Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro

Comentários

  1. Mais um relato fiel e legal da prova. Adoro ler seus textos. Parabéns pela prova. Torcendo por vocês na Maratona do Rio.

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  2. Ivan,

    Na minha avaliação, não tem preço, concluir a Meia Maratona Internacional Caixa da Bahia em novo RP e ainda mais, sentindo aquele gostinho de posso e quero mais.

    Quanto à matéria de duas páginas, enfatizando a "qualidade de vida" adquirida pela atleta que pulverizou 70 kg com a prática da corrida, sou suspeito em comentar, pois me entusiasmo quando vejo essas iniciativas dos organizadores.

    Obrigado por compartilhar um tema tão importante. Sucesso na Maratona Internacional do Rio de Janeiro.

    Dionísio Silvestre
    http://correrpurapaixao.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Grande Dionísio! E suas aventuras? Força, meu brother. E até as próximas metas.

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Seus comentários e visitas me inspiram muito sempre que corro: bons treinos, provas e mudanças de vida para vocês também. Thanks!