10ª Meia Maratona - Farol a Farol 2016

Linda medalha dos 21 desse Domingo (4)
Hello, people! A ausência nas provas populares foi pela dedicação extraordinária a um pequeno ciclo que me desse condições de concluir a Meia Maratona Farol a Farol, hoje a única Meia Maratona de Salvador - vergonhoso para nossa cidade, mas esse fato a torna presença mais obrigatória ainda no calendário dos amantes de longa distância como eu, ainda mais nesse ano que viajei bem menos que ano passado onde só em Abril viajei para 3 meias maratonas num período de quatro semanas. Usei o termo "extraordinário" pelo fato de ter que interromper minha dedicação maior a musculação e a curta distância somente para não passar o ano em branco em provas longas. Exceto pela Wings for Life, onde completei 27km antes de ser cortado pelo carro perseguidor, esse ano não corri uma prova acima dos 10km, sendo que somente duas chegaram a tal distância. Passar um ano sem maratona para mim já estava quase tragável, mas sem ao menos uma meia, creio que no fim do ano agradeceria menos aos santos no balanço final.

Entrega dos kits 

Foto do instagram do amigo @marcos42k
A Farol a Farol foi minha décima Meia Maratona. A publicidade da prova começou por volta de Março ou Abril, quando me inscrevi já planejando um intervalo nas provas de curta distância em dedicação a ela. A expectativa criada pelas mídias e por nós corredores ao compartilhar nossos treinos ameaçou ser despedaçada a começarmos a jornada pré-prova na Sexta passada com uma lojinha minúscula feita para receber os mais de 3000 atletas que fariam a prova no Domingo. Somado a isso, recebemos uma camisa aquém de nossas expectativas e os kits iniciais foram dados em sacos plásticos, devido a um furo da empresa contratada para a confecção das mochilinhas. Ainda ganhamos viseira e géis, assim como umas coisinhas gostosas da Tia Sônia e a água de coco até legal da marca Obrigado! patrocinadores do evento. As sacolas estão disponíveis para retirada desde Domingo a tarde na loja Sport.com, outro patrocinador. Sanados esses problemas ficamos frustrados em perceber que mesmo sem concorrência alguma, a prova cobra 118 reais pelo seu último lote de inscrições e não consegue nos marcar positivamente no primeiro contato com o fds dela. Espero que os amigos de fora tenham relevado isso e se mantenham fieis a ela pelas maravilhas apresentadas no Domingo da competição.

O dia D
Km 20

Acertamos uma van para a largada da prova. Com a antecipação dela para as 6h, ficaria inviável depender do transporte público. Ganhamos com menos sol para nos matar como ano passado, mas sinto pela galera sem assessorias que correram atrás desse serviço ou mesmo o público mais humilde que ficou meio perdido com essa ideia... só que com seis meses de antecedência, sobrou tempo para nos programarmos, não? Eram ainda 5h15 quando chegamos e o mar de assessorias esportivas e gente conhecida das corridas de Salvador estava lá. Sem outra opção, aquele era o lugar perfeito para estrear, bater tempo, recomeçar ou seja lá qual ritual fosse pra aquele dia. Tive pouco tempo para as fotos; passara duas semanas sem correr com a pior canelite dos últimos anos e queria no aquecimento saber se teria condições de entrar para bater ou meus 1h42, ou correr para os sonhados 1h40 ou apenas simplesmente me arrastar para as 2h, tempo que creio que todo corredor menos dotado de talento pro esporte (como eu) já vislumbrou bater. Optei pelo terceiro e realmente acreditava que conseguiria ao menos os velhos 1h45 dos 4'57''/km que já fiz umas vezes, até que o corpo começasse a cobrar as semanas parado e o peso ganho com a musculação ininterrupta desde a Wings for Life em Maio com vários ciclos de hipertrofia e força iniciados e terminados afim de evitar aquela magreza que a elite e os metidos a besta amam. Mariana me acompanharia de bike, característica já comum das provas longas em Salvador onde vários atletas optam por pegar suas bikes e motivarem amigos maratonistas no percurso não tão duro, mas também não tão fácil que dispense aquelas palavras de motivação que amamos.

Minha musa no suporte, foto por +Sandrinha Midlej 
Larguei como tinha sentido que dava e entre os km 10 e 11 decidiria se manteria em modo cruzeiro (estável) ou se partiria para um split negativo e, entediado pelo rendimento contido, optei pelo segundo, o que custou um pouco a partir do km15, onde negociei um fartlek 800x200 onde alternava tiros da minha distância preferida com breves caminhadas para recarregar as baterias. Terminei a prova para 1h50 e em muito devido aos gritos de incentivo da galera que passava por mim. As vezes a gente pensa que é pouco conhecido, mas com a assiduidade nas corridas, com o blog e com a empatia que a galera cria principalmente com a filosofia do nosso grupo, nos tornamos as tais "figurinhas carimbadas" que só achamos que os outros são. Curti bastante os gestos de apoio e saibam que estou bem após esses 21 um pouco fora do planejado; só mesmo optei por uma das estratégias aprendidas a bastante tempo nas corridas mais longas... Nesse espaço de tempo descobri que duas coisas são praticamente irreversíveis numa prova longa: desidratação e estafa. Preferi negociar antes que o segundo viesse, como ocorreu na minha segunda maratona onde nem passar dos humildes 10kph tive condição nos últimos 12km de prova.

Chegada em alusão ao mito Mo Farah, por +Leo Trindade Fotografia 

Pós prova na tenda
A celebração pós prova foi com bastante alegria na tenda. Muitos amigos fizeram seus melhores tempos e suas melhores edições dessa prova. A tenda contou com a presença de uma galera bacana de Aracaju e também de antigos conhecidos que sabiam que todos estaríamos lá. Mais tarde, o happy hour foi nos Maias, outro time vitorioso nesse Domingo. Quero parabenizar também todos os fotógrafos pelos registros desse Domingo, em especial aos do Olho no Atleta por terem se preparado inclusive para chuva em prol de não nos deixar sem as benditas fotos da vitória.
Festa nos Maias

Próxima aventura é a Wine Run em Petrolina e já sinto cheiro de final de temporada. Até o próximo post.

Comentários

  1. show de bola Ivan.
    parabéns mais uma vez!!!
    e, claro um beijo a e salve a sua musa inspiradora que o acompanhou de bike por todo o percurso motivando e inspirando. grande parceria !!! verdadeira "Amiga Hostil"

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  2. Muito bom seu relato amigo! Show. Falou tudo.
    Parabéns! Se divirta em Juazeiro e Petrolina.

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  3. Parabéns Ivan, bom demais ler seu relato.
    Deu tudo certo no final e ainda fez um ótimo tempo.
    Já no aguardo do post da WineRun.
    Bjs.
    Cassinha.

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