Março Intenso! Itaigara e Aracaju: montanha russa no asfalto.

O mês de Março esgota o seu segundo terço e ainda parece longe de acabar. Comecei o mês com a amada Corrida do Itaigara. Esse Sábado (17), encarei a Corrida de Aracaju onde me prometeram bastante perrengue, mas, por bastante respeito aos aclives iniciais, corri tão bem quanto em muitas provas planas no ar fresco. Ainda nesse penúltimo fim de semana do mês encaro 16,1 km da promissora Salvador 10 Milhas que promete homenagear a cidade com respeito pelo percurso incrível e desafiador lançado. Confesso que é a prova que eu estou mais preparado para fazer dessas três... Vamos ver no que dá essa audácia minha.

Corrida do Itaigara
Mais de dez maratonas nessa foto e eu só fiz 3.

Confesso que pensei bastante se estava mesmo motivado a correr essa prova pela 5ª vez. A gente sempre passa por um período de grandes dúvidas acerca de nossas motivações todo começo de ano, mas acho que tendemos a melhorar a medida que ganhamos idade e reviver as sensações que outrora sentimos fazendo essas coisas é tão gracioso quanto senti-las pela primeira vez só que com maturidade o bastante para minimizarmos os danos possíveis por atitudes inconsequentes ou mesmo falta de preparo, quando tratamos de esporte.

Por essa não ser uma prova alvo, segui a planilha no dia. Eram pedidos 20km, visando esse volume médio que uma prova como os 24km de Aracaju requeriam. Optei por aquecer cerca de 10km e uma hora antes larguei para terminar esses 10km ao menos 5' antes da largada oficial para trocar as roupas suadas e reabastecer. A prova foi praticamente perfeita, com voltas quase sem oscilação entre 4'45'-4'48 e um final arrasador para bem abaixo disso. Outra coisa empolgante foi deixar para crescer na metade final da prova e somente ultrapassar corredores, pois os que optaram por largar mais forte começam a pagar o preço exatamente nesse momento. O melhor desse planejamento foi ver a recuperação também ser excelente, mesmo forçando esse progressivo com o corpo já cansado de 10km em ritmo moderado. Já começo a esboçar o que será a Wings for Life a medida que vejo que após 1h30 na pista, a corrida finalmente começa.

A prova melhorou pouco em relação ao que já víamos, com destaque para uma camisa mais confortável, inscrições guiadas pelo telefone ou Whatsapp para os que não podem atender o horário péssimo disponibilizado pela FBA e hidratação abundante nos kms de prova até para os mais lentos, haja vista que os pipocas parecem estar desistindo da intransigência de usar os recursos disponibilizados para os pagantes e as provas também tomarem as medidas para mitigar esses estragos. O preço pra mim que foi a falha do ano: 60 reais! Contudo, entendo que esses 60 de cada atleta, subtraídas as isenções, mal pagam os troféus e medalhas, mimos que para mim já bastariam se tratando de uma corrida rústica. 

Corrida de Aracaju

Parte do Peralva Team de Aracaju!
Ouvia bastante dessa corrida desde o meu segundo ano no esporte (há quatro anos). Como ela cai num feriado local, os dias da semana em que ela aconteceu eram bastante difíceis para comparecer e, para piorar, com largada a tarde, devido ao calor de Sergipe, fazer um "bate-volta" também é mais complicado. A inscrição por 40 reais, a promessa de estrutura de regular a boa e de um público acolhedor por quase todos os 24km da prova me encantam desde que começo a ouvir falar dela. As tais 17 ladeiras, que por fim se mostraram bem diferentes do pintado que me deixavam tenso, mas como a corrida cai logo após o período de base, as pernas estão ainda bastante preparadas para esse sobe desce.

O bus que nos levava do ponto final ao inicial da prova é um misto de tensão e confraternização, rimos do começo ao fim com a ansiedade dos próprios sergipanos em relação ao duro percurso. Não posso de deixar de parabenizar a organização da prova que separou os ônibus também para as provas de 5 e 10km e eles saíam de um ponto diferente dos ônibus para a prova principal de 24km, evitando confusão. Lá em São Cristóvão (cidade da largada) o cafezinho preto e o misto quente eram procurados desde pelo pangaré a elite e a medida que atletas chegavam, mais o frio na barriga aumentava; eu ainda não acreditava que eu disputaria um dos desafios mais falados no Nordeste. Sou apertado por Estratégia há muito tempo para fazer essa prova e a desculpa do trabalho e falta de lastro já não eram mais oportunas. Seria nesse Sábado que eu desbravaria pouco mais que uma Meia Maratona em terreno bastante inclinado e clima desagradável.

Em uma das discretas descidas da prova.
A ordem da vez era se poupar nos primeiros 12km que culminavam em uma ladeira que levou mais de 1km para terminar. Após isso, os experientes nos diziam que poderíamos fazer o que sempre fazemos nas provas curtas que talvez desse certo tivéssemos nós poupado o bastante nos kms iniciais onde a cada mais ou menos 500m, havia algum aclive para subirmos, obviamente seguido de uma "ribanceira" para descermos, o que compensava tudo no final se usássemos nossa energia inteligentemente. Como sempre, dividi a prova em duas metades, independente dela ser naturalmente já dividida assim pelos mais experientes. Plano inicial era algo abaixo de 1h12 para os primeiros 12km e 1h para os últimos. Geralmente corro 12 km para 59'-1h03, então o excesso de conservadorismo no começo poderia sim me render algo melhor que minhas marcas rotineiras. O resultado final foi bem melhor que o planejado: a muito custo fiz as metades para 1h09 e 57', batendo inclusive, minha marca de pista de 58'.

Super recomendo essa prova, principalmente para a galera de Salvador. Praticamente vi nossos corredores mais famosos lá e o hotel, restaurante e largada da prova eram centros de confraternização de nossas figurinhas carimbadas do esporte como Renato e Beto Maia, Sr Amâncio, Claudia Paim e nossas elite Marily e Ediane. O preço é bastante favorável a depender do consumo de gasolina do seu carro e, em alguns casos, compensa mais pegar uma carona com amigos a pagar um ônibus convecional ou fretar os que saem daqui. Além disso tudo, Hotel e Restaurantes chegam as vezes a custar 30% menos que o que vemos aqui e nem preciso mencionar o quão menos em relação ao eixo Sul-Sudeste.

Agora é rearrumar os treinos já que mesmo colhendo bons frutos nas provas a presença delas quase que todo fds desorganizou um pouco os períodos para treinos de qualidade e descanso. Hora de focar nas aventuras de Maio, sendo dia 6 para a Wings for Life no Rio e a Meia Maratona de Feira de Santana no dia 21. A Maratona de Porto Alegre em Junho terá um sabor diferente, mas ainda estou cauteloso em relação aos planos para uma prova muito difícil de simular aqui. É fazer nosso melhor nos 30 graus daqui para ver o que conseguimos nos 3-7 de lá... até esse dia, deixo os profissionais do esporte e os anjos da vida zelando por mim. Até mais!!!

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